quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

UM BEIJO FRANCÊS



"La estava a minha boca se encostando na boca
dele como se fosse a ultima coisa que quisesse
fazer nesse encontro de bocas... Os lábios vermelhos
roçando seu queixo gozavam  antecipados o que
 estaria por vir... Por fim nosso beijo francês com
as nossas línguas se engolindo desaforadas... Essas
recordações me matam, como diz uma musica do
rei  Roberto... Depois eu conto mais, por ora:
Cala-te boca!"

Daqui pra frente;;; Dorothy

NO TELHADO


NO TELHADO


"Entre as coisas que você pode fazer pela sua felicidade
uma é não abrir mão de delicias sexuais... Ainda que pra
isso você tenha que recorrer à revistas pornográficas filmes
pornôs poemas eróticos e outros.  Mas nunca se esquecendo
de ser aquela mulher gostosa que seu homem tanto gosta!
Depois de seu banho delicioso perfumado e demorado... é a
vez da lingerie sensual e arrojada...Agora se apresente ao  seu
gato e juntos podem subir ao telhado, porque a noite promete!"

Daqui pra frente...Dorothy

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Fragmento de uma carta de Henry Miller para Anaïs Nin

Quando você voltar eu vou lhe dar um banquete literário de sexo, o que significa foder e conversar, conversar e foder. Anaïs, eu vou abrir as suas entranhas. Deus me perdoe se esta carta algum dia for aberta por engano. Não posso evitar. Eu a quero. Eu a amo. Você é comida e bebida pra mim, todo o mecanismo vital… Você é minha quer isso seja reconhecido ou não…

Adoro seus quadris, a palidez dourada, o declive de suas nádegas, o calor dentro de você, a sua umidade… Estou sentado aqui escrevendo-lhe com uma tremenda ereção, posso sentir sua boca macia fechando-se sobre mim, suas pernas apertando-me, desejo vê-la novamente aqui na cozinha, levantando o vestido e sentando-se em mim e a cadeira movendo-se pelo chão da cozinha, fazendo barulho.
(Fonte: debypg)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Carlos Drummond de Andradeé


A puta

Quero conhecer a puta.
A puta da cidade. A única.
A fornecedora.
Na rua de Baixo
Onde é proibido passar.
Onde o ar é vidro ardendo
E labaredas torram a língua
De quem disser: Eu quero
A puta
Quero a puta quero a puta.
Ela arreganha dentes largos
De longe. Na mata do cabelo
Se abre toda, chupante
Boca de mina amanteigada
Quente. A puta quente.

É preciso crescer esta noite inteira sem parar
De crescer e querer
A puta que não sabe
O gosto do desejo do menino
O gosto menino
Que nem o menino
Sabe, e quer saber, querendo a puta.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014



QUE HORAS SÃO?

Talvez ele me odiasse com
aquela boca pintada... talvez
Quem sabe achasse pérfido
o meu olhar que nem era verde...

Queria saber das horas, respondi

aflita que era cedo ainda...
Pensava no coração moreno.
Queria me encostar sentir...

Podia ver suas pernas tremulando

dentro da calca caqui clarinha...
se me desse seu colo,  se me desse
Tudo era uma questão de tentar...

Olhava para ele com uma fome...

A ponta da língua se mexia ensaiando
um gesto  de estalido em cio...
Vi que era fácil mas hesitava...

De repente senti seus dedos

me apalpando os seios...
Caímos no tapete da sala e...
O calor daquela boca...Ai que frio!


Dorothy de Castro


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

eu não sei mais...
Se nessa hora nosso sexo,
se mexesse e implorasse uma
pegada...Ah! deuses!
Voltamos à posição inicial, 
sentados costa com costa...
Calor da pele adivinhando o amor!

EXPERIÊNCIA

Sorrir de um lado só da boca,
Tremendo os lábios loucos pra
beijar...
Eu bem quieta a imaginar galopes...
Ouvindo bossa nova ao violão...
Ele me olhava extasiado e sério...
A voz morna ou quente, 

Daqui pra frente... Dorothy

domingo, 7 de dezembro de 2014




FÊMEA MALDITA


Bem morna e doce, bem maldita
E fêmea,  talvez loquaz,falo demais...
E sangro nas palavras  sensuais,
Pra ver se sentes, se mentes, se te excitas...

De joelhos, em meio a tuas pernas,
Mas sem te olhar nos olhos eu me ponho,
Não grito...Só gemendo, quase um sonho,
Te receber na boca e nas cavernas...

Vermelha a lingierie fica perdida,
No meio dos lençóis,meio de nós,
Um tango antigo abafa a nossa voz,
Eu mulherinha, busco em ti a vida!

Dorothy de Castro