quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

GOZO À ESPANHOLA

Um toque especial da paixão..
Tirando a roupa para ser recebido
pelo meu corpo ansioso, quente...
Os nossos olhos faiscando  de desejo...
Ele era quase um animal  quase um lobo
Olhei na direção do seu sexo e estremeci.
Numa dureza muito arrepiante...
Chamei-o para mim veio tão louco..
E começamos à nos devorar demais...
Algum tempo depois a minha mão,
Escorregava pela sua pele morena....
Suava e gemia sobre mim, arfava...
Seu membro enamorado do meus seios...
Pensei ter menos do que vinte anos...
Que homem é esse que me deixa assim?
Inesquecível foda!
(DC)



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A COR DO AMOR




Cor, cor, cor... e o amor pecando
pegando em gestos tão brutais...
olhos gozando se dando tudo,
o brilho da cor... do amor, da vida,
ambos despidos roucos em gemidos...
somos aranhas, tarântulas, negras,
as nossas teias nos levando, 
nos deixando tontos, prontos,
nessa cor que cheira, que beira
à loucura pura da entrega...

Cor, cor, cor...poder da cor,
da embriaguez , do amor da dor...
da ausência, da falta das mãos,
textura da pele, gosto da boca...
calor do peito, dos pelos, do brilho,
do mamar nos seios, do jeito
de tocar o sexo do amplexo,
do som tão carregado... do suor
amado, do desejado e esperado
momento lindo, vindo da tua... cor!

Dorothy de Castro

terça-feira, 27 de junho de 2017

VOCÊ VIRIL PRA MIM!


Ai, que vontade, amor quando te vejo! Quão grande ardor me excita ao encontrar-te assim! Adoro a libido que tens ao mostrar-se tão quente, com todo esse fogo de alguém tão gostoso. Toda a tua volúpia e saúde enérgica, ao evidenciares o desejo que avança, meu amante voraz. Me olhas desse jeito me despindo toda. Sorris me querendo em teus braços pra me devorar. Mexida me deixas, meu corpo incendeias. Meu cheiro tão forte de fêmea já sentes e vens.É porque atiçada tu logo me deixas. Mal me aguento, nem seca me encontro, não mais. E o teu íntimo olhar e o teu corpo me dizem. E te pedem minhas mamas, impetuosas e ávidas. Correndo aos teus braços impulsivos e me deixo tomar. Ás formas rijas que fartam, me tornam tua puta. Tudo pra libidinosa ser a festa que damos. Quando todas as frestas e flancos são teus, meu infante.

DE MIM/ PRA TI.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

CONTO DE ESTRADA






É noite...
O caminhão parado no acostamento, o caminhoneiro dorme
em seu cansaço de estradas... Longe de casa à três semanas
saudades do lar, do seu cão dos irmãos e dos amigos... Já passava
da meia noite quando uma voz vinda de fora do caminhão o
acorda, voz macia demais o que o deixou curioso: uma mulherzinha
à essa hora? o que será que quer de mim? olhou no retrovisor com
cara de safado, estava numa seca danada, tanto tempo sem beijar
uma dona, sem sentir o cheiro gostoso de um sexo feminino...
Antes  mesmo de responder ao chamado, já sentiu a dureza
do seu membro, imaginando o que ela estaria querendo com ele...
Abriu a porta do possante e mediu a criatura de cima a baixo, era
baixinha e tinha formas arredondadas bem como gostava, cabelos
vermelhos batendo no ombro e olhos vivos cor de mel. Parecia gostosa
fantasiou uma foda só de olhar pra fulaninha, perguntou com delicadeza:
Em que posso ajudar? A mulher sorriu e falou devagar, vai passar a
noite aqui? Respondeu que sim pois viajaria pela manhã...Estou com medo de ficar aqui fora, posso ficar com você ai na boléia? Pensou que esse era seu dia
ou melhor sua noite de sorte... Sorriu para o espelho do retrovisor e o que
viu o deixou satisfeito, era um negro bonito de porte atlético e barba escura
os dentes muito brancos e bem cuidados... Ajudou-a  à subir e a instalou
no banco observando seus peitos que o decote mostrava... Caramba, estava
realmente com tesão...De repente, surpresa... Ela colocou a mãozinha
pequena na sua barguilha e abriu devagar retirando de lá seu pau enorme
e duro como ferro...e sem falar nada o colocou na boca e começou uma 
felação maravilhosa e gemendo se contorcia como louca e tirando a calcinha
pegou as mãos dele e colocou na sua vulva... Que delicia era aquela afff...
Depois, ficando de costas exibiu uma bunda branca e redondinha, empinando implorou
que ele a penetrasse e a fizesse gozar gostoso...Não se fez de rogado, abaixou 
a calça e meteu aquele cacete latejante naquele orificio fechadinho enquanto
a puxava pelas ancas como uma potranca gostosa...Ela por sua vez se tocava
na frente e gozava deliciosamente... Quando terminaram dormiram como dois anjos... Pela manhã, ela pediu pra descer e o beijou na boca e perguntando seu
nome e dizendo o seu pulou para fora do caminhão com muita graça e foi-se embora...  Ele se beliscou pra ver se não era sonho e pensou naquela foda
e percebeu que voltava à ficar excitado... DELICIA|||

Dorothy de Castro

terça-feira, 15 de novembro de 2016





AMOR

Quero um amor alucinado, depravado, tarado.
Amor inteiro, de corpo-a-corpo, enlaçados.
Amor sem reserva, que a tudo se entrega, lancinante.

Quero você assim, abrasada, pedindo gozo,
Eriçada, ronronando feito gata, tesuda.
Seus seios túmidos, me furando o peito.

Quero você, pentelho contra pentelho, roçantes.
Carne encravada na carne. Bocas coladas,
Babadas, meladas, sangrando sufocadas.

Quero amar você tão bichalmente que urremos.
Eu, penetrando rasgando. Você me comendo furiosa.
Nós dois fundidos, unidos, soldados.

Você e eu, nós dois, sós, neste mundo dos outros.
 (Darcy Ribeiro)

domingo, 13 de novembro de 2016

LIBANDO BEIJOS





Libado na minha boca, sorvendo beijos gulosos,
era chamado de louco, quase sem mais e  nem menos...
os insensatos queriam, mais curiosos que tudo,
saber da cresta azulada ,do fogo fátuo que  temos...

Desesperado furor, tem o nosso amor insano,
que espera a resolução, de Deus e de ninguém mais,
e os gritos lembram a guerra, na batalha que travamos,
se nos amamos queremos também um tempo de paz...

E assim à sorver os beijos, libado na minha boca,
cingindo minha cintura, aperta seu corpo em mim,
não reza mais meu amado, que a vida perde a razão...

Um fragmento dos versos, que em vão escreverei, 
nas costas do meu poeta, com a tinta do meu carmim...
libado na minha boca, sorvendo os beijos por fim!


Dorothy de Castro